O capitão deixou o estágio.
Segunda-feira, 07h40. A porta da Cidade do Futebol fecha-se atrás do número 7. Sem conferência, sem despedidas. O país acorda com uma pergunta: e agora?
Estágio da Seleção Nacional · Outubro 2026
Segunda-feira, 07h40. A porta da Cidade do Futebol fecha-se atrás do número 7. Sem conferência, sem despedidas. O país acorda com uma pergunta: e agora?
Ao fim da tarde, outro carro entra no Jamor. Sai um homem de mochila ao ombro, barba grisalha e um número nas costas que ninguém esqueceu: o 9.
Ronaldo volta.
Só que desta vez chama-se Rui.
Perfil
Avançado-centro à moda antiga: joga de costas para a baliza, ganha no ar e aparece sempre no sítio certo. Saiu da Seleção há seis anos sem fazer barulho. Voltou da mesma forma.

Carreira
Começa a jogar na rua, em Lisboa, com uma bola de borracha e dois casacos como balizas.
Assina o primeiro contrato e marca na estreia, de cabeça, ao minuto 89.
Primeira chamada à Seleção. Entra a 10 minutos do fim e assiste para o 2–0.
Faz parte do grupo que muda a história do futebol português.
Uma lesão no joelho afasta-o dos relvados. Muitos dão a carreira como terminada.
Com o capitão fora do estágio, o selecionador liga-lhe. O 9 volta a vestir-se.
Não vim substituir ninguém. Vim fazer aquilo que sempre fiz: meter a bola lá dentro.
Galeria



